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Gestão de e-commerce: o que realmente faz diferença para funcionar

    Gestão de e-commerce

    Quando falamos de gestão aplicada ao e-commerce, é comum imaginar grandes operações com times completos para marketing, logística, financeiro e tecnologia.

    Mas a realidade das empresas de Passos — e de grande parte do interior de Minas — é outra: equipes enxutas, empresários acumulando funções e pouco tempo para acompanhar cada detalhe da operação.

    Por isso, gestão não pode ser tratada como algo abstrato. Ela precisa ser prática, organizada e orientada por dados simples, que façam sentido para a rotina do negócio.

    A seguir, um guia realista do que realmente funciona.

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    Começa pelo básico: saber o que medir (e o que ignorar)

    Muitos empresários se perdem tentando acompanhar métricas demais. Na prática, para evoluir a gestão do e-commerce, você precisa começar com:

    • Faturamento diário, semanal e mensal
    • Ticket médio
    • Produtos que mais vendem e produtos que quase nunca vendem
    • Custo por venda, seja do site, do Instagram ou do marketplace
    • Margem de lucro real (depois dos descontos, taxas e frete)

    Esses dados já dão clareza suficiente para decisões importantes — como reforçar uma campanha, mudar o mix de produtos ou ajustar preços.

    Gestão financeira: o ponto onde a maioria das operações trava

    Em Passos, é comum encontrar empresas com e-commerce ativo, mas que não fazem a conta completa do custo da venda.

    E isso compromete tudo.

    Uma gestão madura precisa olhar para:

    • Taxas de marketplace
    • Impostos
    • Frete subsidiado
    • Descontos e cupons
    • Custo de embalagem
    • Custo de aquisição (anúncios)

    Somente com esses números na mesa é possível definir se vale a pena investir mais em tráfego pago, manter um produto no catálogo ou alterar estratégias.

    Um alerta realista:
    Muitas operações acham que “estão vendendo bem”, mas quando olhamos a margem… estão pagando para vender. A gestão existe justamente para impedir isso.

    Organização operacional: sem rotina, o e-commerce desanda

    O empresário de Passos geralmente está tocando loja física, pedidos online, atendimento no WhatsApp, fornecedores e ainda cuidando de financeiro.

    Com tantas demandas, sem rotina clara não tem como manter padrão.

    O ideal é definir rituais semanais, como:

    • Segunda-feira: análise da semana anterior
    • Terça-feira: ajustes nas campanhas e produtos divulgados
    • Quarta-feira: acompanhamento de estoque e reposição
    • Quinta-feira: revisão dos anúncios e do calendário de conteúdo
    • Sexta-feira: relatório simples de resultado da semana

    Rotina não é burocracia — é o que garante que o negócio não cresça desorganizado e vire uma bola de neve.

    Gestão de pessoas na realidade local

    A maioria das empresas de e-commerce em Passos trabalha com equipes pequenas: muitas vezes 1 pessoa no marketing, 1 no administrativo e o próprio dono fazendo de tudo um pouco.

    Por isso, a gestão de pessoas não é sobre criar estruturas gigantes, mas sim:

    • Dar clareza de funções: quem faz o quê, em qual dia.
    • Criar padrões simples: como responder clientes, como postar, como separar pedidos.
    • Treinar continuamente: especialmente em atendimento, catálogo e uso das ferramentas.
    • Evitar sobrecarga: quando tudo recai sobre uma pessoa, os erros aumentam.

    Uma operação pequena, mas bem organizada, vende mais do que uma operação grande e caótica.

    Processos bem definidos: seu maior aliado quando o tempo é curto

    Gestão é, antes de tudo, prever e organizar.
    E isso significa transformar atividades repetitivas em processos claros.

    Exemplos práticos para a realidade de Passos:

    • Como cadastrar novos produtos no site
    • Como responder perguntas no WhatsApp
    • Como registrar reclamações
    • Como analisar campanhas do Meta Ads sem depender de relatórios complexos
    • Como preparar pedidos para envio sem atrasos

    Quando a equipe sabe exatamente o que fazer, tudo flui com mais agilidade e menos retrabalho.

    Indicadores de gestão que realmente impactam sua operação

    Fazer gestão de e-commerce não exige dashboards sofisticados. Basta acompanhar periodicamente:

    • Margem de contribuição por produto
    • Giro de estoque
    • Cobertura de estoque (dias restantes até faltar)
    • Prazo médio de entrega
    • Custo por aquisição de cliente
    • Taxa de recompra
    • Canais que mais vendem (e canais que consomem dinheiro sem retorno)

    Essas métricas trazem clareza imediata para decisões práticas.

    O objetivo da gestão: previsibilidade e tranquilidade

    O empresário de Passos quer vender mais — claro.
    Mas principalmente quer:

    • Diminuir erros,
    • Evitar retrabalho,
    • Não desperdiçar dinheiro com anúncios,
    • Saber quais produtos realmente dão lucro,
    • Ter uma operação organizada que não dependa 100% dele.

    E é exatamente isso que uma boa gestão traz: previsibilidade, saúde financeira e uma operação que funciona com menos estresse.

    Entre em contato e saiba como podemos ajudá-lo!

    Autor

    • Evandro Bogo

      Especialista em Transformação Organizacional - Consultor Sênior da Halo Inteligência de Gestão, Evandro Bogo atua há mais de 30 anos com foco em desenvolvimento humano, liderança e cultura organizacional. Com experiência no setor público e privado, integrou gestão financeira, sustentabilidade e saúde mental em soluções práticas e estratégicas. É pós-graduado em Psicologia da Educação (UEMG), com MBA em Gestão Empresarial (FGV) e formações em compliance, integridade corporativa e Empretec (Sebrae).

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